Grande, pequena, rosada, marrom… independentemente da cor ou do tamanho, a aréola é uma parte central e característica das mamas. Embora seja muito fácil identificá-la, grande parte das mulheres têm muitas dúvidas sobre esta parte do corpo.
Desde sua real função até o aspecto do que pode ser considerado “normal”, há um universo a explorar. A verdade é que poucas pessoas sabem detalhes sobre sua anatomia, suas funções e as muitas variações possíveis de cor, tamanho e textura que existem.
Tanto mulheres quanto homens podem, em algum momento da vida, observar alterações na região das aréolas e se perguntar: “isso é normal?”, “preciso me preocupar?”, “existe alguma cirurgia para melhorar o aspecto dessa área?”
Neste artigo, vamos abordar várias curiosidades interessantes sobre a aréola — desde questões comuns como coceira, passando por diferenças de pigmentação, cuidados após o silicone e até a presença de técnicas cirúrgicas atuais para corrigir incômodos que possam existir.
1. A aréola é um dispositivo de proteção
A aréola é a zona pigmentada que circunda o mamilo. Ela é formada por pele especializada, com glândulas e terminações nervosas próprias, além de glândulas sebáceas chamadas glândulas de Montgomery.
Sua função básica é proteger a papila mamária (mamilo). Aliás, existem pessoas que confundem a aréola com o mamilo. Enquanto a aréola é aquele círculo de coloração diferenciada, o mamilo é a parte central e mais elevada da aréola, o bico do seio.
E como ela protege a papila mamária? Ela lubrifica, facilita a pega durante a amamentação e serve como referência visual ― inclusive para o recém-nascido, cuja visão identifica facilmente a diferença de cor no peito materno, mas vê o contraste.
Ao contrário do que muita gente pensa, a aréola não tem uma única aparência-padrão e pode variar bastante ao longo da vida. Essas variações dependem de fatores genéticos, hormonais, idade e até contexto clínico.
2. A coceira pode ter vários motivos
Quem nunca sentiu coceira na aréola, em algum momento? A sensação é comum e, na maioria das vezes, faz parte de situações cotidianas. A coceira pode estar relacionada a ressecamento local, roupa apertada, uso de cremes ou ainda o contato com tecidos sintéticos que irritam a pele.
Alterações hormonais, como aquelas que ocorrem durante o ciclo menstrual, gravidez, puberdade ou menopausa, também estão entre as causas de coceira temporária nesta região da mama. O crescimento dos seios durante o desenvolvimento, ou mesmo após o implante de silicone, pode esticar a pele, provocando essa sensação.
Apesar de, geralmente, não representar nenhum problema de saúde, é importante observar coceiras persistentes, acompanhadas de descamação intensa, vermelhidão, dor ou feridas que não cicatrizam. Nesses casos, procurar um especialista é fundamental, já que podem estar envolvidos quadros dermatológicos, infecções por fungos ou, raramente, doenças mamárias mais sérias.
3. Existem aréolas que não são normais?
Uma das principais curiosidades sobre a aréola é a grande variedade de cores e tamanhos possíveis. Não existe um padrão de cor certa: ela pode ser rosada, castanha clara, castanha escura ou até próxima do tom preto.
Fatores genéticos e raciais desempenham papel importante nas diferenças de pigmentação. Mulheres de pele clara tendem a ter aréolas mais rosadas ou na cor bege, enquanto pessoas de pele mais escura ou negras frequentemente têm aréolas pigmentadas com tons marrons ou acastanhados.
O tamanho da aréola também varia bastante: em adultos, o diâmetro vai de menos de um centímetro até mais de cinco centímetros em algumas mulheres. Mudanças hormonais, puberdade e principalmente a gravidez podem aumentar o diâmetro da aréola de forma significativa. Com a idade, a aréola pode se expandir ou ficar mais flácida devido a alterações naturais da pele.
4. Um verdadeiro camaleão!
A cor da aréola não é estática. Ela muda conforme momentos da vida, exposição ao sol, uso de certos medicamentos, variações hormonais, gravidez, lactação e idade.
Algumas mulheres notam escurecimento durante a gestação devido ao aumento dos hormônios melânicos. Em parte, essas mudanças podem regredir espontaneamente após o parto, mas essa não é uma regra.
Na menopausa, a aréola tende a clarear ou perder pigmentação de maneira progressiva. Em certas situações, exposições solares excessivas, reações medicamentosas e até quadros de doenças dermatológicas podem provocar alterações de cor.
5. Mudanças após o silicone
O aumento das mamas com prótese de silicone pode provocar algumas mudanças (geralmente, discretas) na região da aréola. Uma das alterações mais frequentes é o aumento leve do diâmetro da aréola, pois, à medida que a mama ganha projeção, a pele e a própria aréola podem se esticar acompanhando a expansão do volume.
Alterações em pigmentação — ficando a aréola mais clara ou mais escura — também são relatadas. Porém, essas alterações geralmente estão associadas à reação da pele após estiramento ou ao processo cicatricial e costumam ser temporárias.
A sensibilidade pode mudar temporariamente após o aumento com silicone, principalmente nas primeiras semanas, resultado do inchaço local e da manipulação dos nervos cutâneos. No entanto, a sensibilidade tende a normalizar-se com o passar dos meses.
6. A aréola pode ter pelos?
Sim, é perfeitamente possível encontrar pequenos pelos na aréola. Tanto homens quanto mulheres apresentam folículos pilosos nesta região, e a intensidade desse crescimento varia conforme fatores hormonais, genéticos e idade. Durante a puberdade, gravidez e em quadros de variações hormonais, pode haver aumento na quantidade ou espessura desses fios.
A existência de pelos, desde que não acompanhada de outros sintomas como dor, vermelhidão ou secreção, é considerada normal e não traz riscos. Caso a paciente deseje remover os fios por razões estéticas, a recomendação é optar por métodos suaves. Pinça e cera não são ideais, pois podem lesionar a pele fina da aréola e gerar foliculite ou pequenas cicatrizes.
7. Assimetria entre aréolas é normal?
Assim como acontece em diversas outras partes do corpo e rosto, é muito raro encontrar mamas absolutamente idênticas. Assim, é natural que as aréolas sejam um pouco diferentes. Por isso, uma das aréolas pode ser ligeiramente maior, mais escura, mais elevada ou apresentar formato levemente distinto em relação à outra,
Esse tipo de assimetria, considerada uma assimetria leve, é um achado comum na população, resultando de fatores genéticos, desenvolvimento na puberdade, diferenças hormonais e até mesmo do posicionamento das mamas no tórax.
Nas cirurgias plásticas, o bom resultado estético inclui trabalhar para sintetizar o máximo possível, mas pequenas diferenças geralmente persistem e, inclusive, são uma característica relacionada à normalidade.
Porém, em situações em que a assimetria é fonte de incômodo importante para o paciente, técnicas de cirurgia plástica podem ser empregadas para harmonizar os dois lados, tanto na redução do diâmetro da aréola quanto na correção de diferença de altura. No Silicone Center, nós realizamos este procedimento.
8. É por isso que você tem carocinhos na aréola
A aréola pode apresentar variações não apenas em cor e tamanho, mas também em outros aspectos anatômicos. Praticamente todas as mulheres já perceberam que esta região possui alguns “carocinhos”.
Esses relevos arredondados na superfície são, na verdade, as glândulas de Montgomery. Trata-se de estruturas naturais que secretam substância oleosa responsável pela hidratação e proteção da pele e do mamilo. Elas tendem a aumentar durante as gravidezes ou episódios de amamentação, mas não precisam de intervenção.
Descamação leve e ressecamento ocasional são frequentes com o ambiente seco ou frio, geralmente sendo facilmente resolvidos com hidratação adequada (sempre indicada pelo dermatologista ou cirurgião).
Pequenas lesões benignas, como pintas, manchas ou pequenas verrugas, também podem ocorrer na região, mas vale a pena relatá-las ao seu médico durante a realização dos exames periódicos. O surgimento de qualquer elevação indolor, secreção, crosta ou alteração persistente deve ser avaliado o mais rápido possível para afastar doenças mamárias.
9. Existe cirurgia plástica para correção das aréolas
Sim, a cirurgia plástica oferece várias possibilidades para a correção de incômodos relacionados à aréola. Está indicada para quem deseja reduzir o diâmetro, melhorar a simetria ou corrigir flacidez, além de ser fundamental em reconstruções após cirurgias de câncer de mama ou trauma.
A cirurgia de redução de aréola (areoloplastia) consiste na retirada de um anel periférico de pele pigmentada, reposicionamento do mamilo, ou fechamento de cicatrizes irregulares para tornar o diâmetro mais harmônico.
Nesses procedimentos, é possível também reposicionar aréolas que estejam deslocadas, ajustar a diferença de altura entre os lados, entre outras alterações possíveis no bico dos seios.
Os resultados geralmente são muito satisfatórios, com recuperação rápida, pouco desconforto e retorno em poucos dias à rotina habitual. A aréola pode, inclusive, ser reconstruída totalmente em casos de remoção completa do complexo aréolo-mamilar devido a doenças ou acidentes, utilizando técnicas de retalho local e pigmentação médica (micropigmentação paramédica/tatuagem).
É importante passar por avaliação minuciosa com cirurgião plástico especializado, que irá indicar o procedimento mais seguro de acordo com as características da paciente, da pele e do tecido residual. Cada técnica tem suas indicações e limitações próprias.
Perguntas frequentes sobre as aréolas
1. Qual é a função das aréolas?
A aréola protege o mamilo, lubrificando e facilitando a amamentação, além de servir como referência visual para o recém-nascido.
2. É normal ter coceira na aréola?
Sim, a coceira pode ser causada por ressecamento, roupas apertadas, alterações hormonais ou crescimento das mamas. Caso a coceira seja persistente, é importante buscar avaliação de um profissional.
3. Aréolas de diferentes cores são normais?
Sim, as aréolas podem ter um amplo espectro de cores, que variam desde rosadas a marrons ou pretas. Esta característica é influenciada por fatores genéticos e raciais.
4. As aréolas mudam de cor com o tempo?
Sim, a cor pode mudar devido a hormônios, gravidez ou exposição ao sol, entre outros fatores.
5. Há mudanças na aréola após a colocação de silicone?
Pode haver, mas nem todas as pacientes observam qualquer mudança. Algumas mulheres notam um leve aumento de diâmetro e mudanças temporárias na pigmentação e sensibilidade.
6. É normal ter pelos na aréola?
Sim, é comum e natural aparecerem pelos de forma isolada. No entanto, caso a mulher deseje retirá-los, ela deve usar métodos suaves.
5. A assimetria entre aréolas é comum?
Sim, é natural haver diferenças leves entre as aréolas. Quando a diferença é mais significativa, existem cirurgias plásticas para a correção.
6. Os “carocinhos” na aréola são normais?
Sim, são glândulas de Montgomery, que mantêm a hidratação da pele e do mamilo.
7. Existe cirurgia para corrigir aréolas?
Sim, a areoloplastia pode reduzir diâmetro, melhorar simetria e corrigir flacidez.
8. Quando devo procurar um especialista para avaliar minha aréola?
Busque um especialista se houver alterações persistentes em cor, textura, ou qualquer incômodo estético ou funcional.
Conhecer essas curiosidades sobre a aréola ajuda não apenas a compreendê-la melhor, mas também a identificar variações compatíveis com a normalidade e saber quando é o caso de buscar o auxílio de um especialista para uma avaliação mais completa.
Em situações em que houver incômodo estético relevante, desconforto funcional ou alterações persistentes sem nenhum motivo conhecido, a cirurgia plástica pode ser uma opção. Atualmente, existem técnicas que oferecem bons resultados e rápida recuperação.
E você, já sabia de todas essas curiosidades sobre a aréola? Quer saber mais sobre a cirurgia plástica para correção do bico dos seios? Então, clique e confira nosso artigo completo sobre a areoloplastia.
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