Atualmente, os implantes mamários são extremamente resistentes e duráveis. No entanto, não sabemos as surpresas que a vida pode trazer e, diante de situações extremas, eles podem apresentar alguma ruptura. Diante disso, o que fazer? Como corrigir uma prótese rompida?
Isso é o que você vai descobrir neste artigo. Então, continue a leitura para saber o que fazer diante desta situação. Afinal, apesar de não ser uma emergência médica, ela exige algumas providências. Confira!
É comum ter a prótese rompida?
É comum ter a prótese rompida? Atualmente, não. Afinal, ao longo dos anos, os fabricantes desenvolveram muitas tecnologias para torná-los mais seguros e resistentes.
Essas próteses, geralmente feitas de silicone, são projetadas para serem extremamente duráveis. No entanto, como qualquer dispositivo médico, não são permanentes. Por isso, em casos raros, elas podem sofrer rupturas.
A porcentagem de mulheres que sofrem com a ruptura varia dependendo do tipo e da idade do implante. Porém, a estimativa é de que cerca de 1-2% dos implantes se rompam a cada ano.
Embora a ideia de uma prótese rompida possa nos deixar preocupadas, é importante entender que, na maioria dos casos, não se trata de uma emergência médica e existem soluções eficazes à nossa disposição.
O que causa a ruptura da prótese?
No passado, era comum as mulheres descobrirem que tinham uma prótese rompida devido ao envelhecimento natural do implante. Com o tempo, o material se desgastava, aumentando o risco de pequenas rachaduras, chamadas de fissuras.
Por isso, naquela época, os médicos consideravam que a vida útil média de um implante era de 10 a 15 anos. Portanto, eles recomendavam a troca após esse período.
No entanto, hoje em dia, isso tem se tornado cada vez mais raro. A tecnologia aplicada na fabricação das próteses faz com que os implantes sejam cada vez mais duradouros e as trocas se tornam menos necessárias. Várias mulheres colocaram implantes há mais de 20 anos e eles continuam intactos.
Apesar desta evolução nos implantes, as mulheres ainda estão sujeitas a traumas físicos, como acidentes de carro ou lesões esportivas graves. Assim, elas podem ter a prótese rompida nessas circunstâncias.
Porém, mesmo este problema tem sido cada vez menos frequente, pois os implantes são projetados para resistir a pressões consideráveis. Portanto, eles não se rompem facilmente com atividades cotidianas normais.
Contrariando a crença popular, mamografias e outros procedimentos médicos raramente causam o rompimento da prótese. Os técnicos de mamografia são treinados para realizar o exame com cuidado em pacientes com implantes. Para isso, a paciente deve informá-lo sobre a presença de implantes antes do exame, para que ele posicione corretamente o equipamento.
Defeitos de fabricação, embora raros, podem ocasionalmente levar à ruptura do implante. Os fabricantes de implantes têm rigorosos controles de qualidade para minimizar esse risco.
Como saber se tenho a prótese rompida?
Descobrir que uma prótese foi rompida nem sempre é simples. Afinal, as próteses atuais são feitas de gel de silicone de alta coesividade. Portanto, elas não sofrem alterações em sua forma, tamanho, firmeza ou posição, a menos que a mulher sofra um acidente ou pancada extremamente grave.
Algumas mulheres, em quantidade realmente pequena, relatam uma certa dor, inchaço, endurecimento ou sensibilidade na área. No entanto, outras sequer percebem o problema e só descobrem que têm a prótese rompida durante exames de rotina, como ultrassom ou ressonância magnética.
Atualmente, a maioria das pacientes utiliza implantes preenchidos com silicone. Talvez uma pequena porcentagem de mulheres ainda utilize próteses salinas, principalmente quando o objetivo é realizar uma cirurgia provisória para expandir a pele dos seios.
Existem grandes diferenças entre a ruptura de implantes salinos e de silicone. Nos implantes salinos, o seio se esvazia de forma visível e com uma rapidez relativa. Ele perde volume em questão de dias, pois o corpo absorve e elimina a água.
No entanto, nos implantes de silicone, especialmente os modernos com gel coesivo, não há sinais claros de rompimento. O silicone costuma permanecer dentro da cápsula fibrosa que se forma naturalmente ao redor do implante, um fenômeno conhecido como ruptura silenciosa.
Diagnóstico da ruptura da prótese
Para diagnosticar uma ruptura da prótese com precisão, geralmente a paciente precisa fazer exames de imagem. A ressonância magnética é considerada o exame de padrão-ouro para detectar fissuras, especialmente em próteses de silicone.
No entanto, também existe o ultrassom. Este exame pode ser útil e é muitas vezes usado em um primeiro momento devido ao seu menor custo e à facilidade de realização.
Porém, você não precisa fazer os exames de imagem com frequência maior que o normal. Basta seguir as recomendações do seu médico para o rastreamento do câncer de mama, ou seja, os exames , o que considerará seu histórico clínico e familiar.
Passos imediatos após suspeita de ruptura da prótese
O primeiro e mais importante passo após suspeitar de uma prótese rompida é manter a calma. Isso pode acontecer após um acidente grave ou uma pancada no peito, por exemplo, em que a paciente sabe que houve um impacto nesta região.
Lembre-se de que o silicone dos implantes modernos não vaza, não é absorvido pelo organismo, não se mistura a outros tecidos do corpo. Portanto, a prótese rompida não é considerada um risco imediato à saúde.
O próximo passo é agendar uma consulta com um cirurgião plástico, preferencialmente o que realizou a cirurgia original, se possível. O cirurgião poderá realizar um exame físico e, se necessário, solicitar exames de imagem para confirmar o diagnóstico.
Como corrigir a ruptura da prótese?
As principais opções de tratamento para uma prótese rompida são a remoção e substituição do implante ou simplesmente a remoção sem substituição. A escolha dependerá de vários fatores, incluindo as preferências da paciente, sua saúde geral e o estado do tecido mamário.
A remoção e substituição é a opção mais comum. Então, neste procedimento, o cirurgião remove a prótese rompida e insere um novo implante de silicone. Isso permite manter o volume e a forma do seio. A paciente pode optar por manter o mesmo tamanho de implante ou escolher um tamanho diferente.
Algumas mulheres optam pela remoção sem substituição, especialmente se estiverem satisfeitas com um tamanho de seio menor ou se tiverem preocupações sobre futuros implantes. Nestes casos, pode ser necessário um procedimento adicional, como um lifting mamário, para melhorar a aparência do seio após a remoção do implante.
A escolha do novo implante, se for o caso, deve ser feita em consulta com o cirurgião plástico. Nesta consulta, vocês chegarão a um acordo a respeito do tipo de implante a ser colocado, tamanho, forma e perfil. Inclusive, hoje existem opções que não existiam há alguns anos, e diversas pacientes aproveitam a troca para obter uma prótese ainda mais harmônica, considerando seu biotipo.
Planejamento da cirurgia de correção
Diante de uma ruptura de implante, pelo menos na grande maioria dos casos, há tempo suficiente para planejar adequadamente a cirurgia de correção. Isso permite que a paciente discuta todas as opções com seu cirurgião, considere cuidadosamente suas escolhas e se prepare adequadamente para o procedimento.
A avaliação pré-operatória é semelhante à de qualquer cirurgia plástica. Inclui uma revisão do histórico médico, uma avaliação física, exames laboratoriais e de imagem. O cirurgião também discutirá as expectativas da paciente e fornecerá instruções detalhadas para o pré e pós-operatório.
Cirurgia para substituição da prótese rompida
O processo cirúrgico para corrigir uma prótese rompida é semelhante ao da cirurgia original de colocação do implante. O cirurgião fará uma incisão (corte), geralmente no mesmo local da cicatriz original, removerá o implante com fissuras e colocará o novo silicone no lugar adequado, se a paciente escolheu a substituição.
Quanto ao tempo de recuperação, ele tende a ser um pouco menor do que o da cirurgia original, uma vez que o espaço para o implante já existe. A maioria das pacientes pode retornar às atividades normais em cerca de duas semanas, embora o processo de cura completo possa levar vários meses.
Prevenção de futuras rupturas
Embora não seja possível prevenir completamente futuras rupturas, existem certos cuidados que podem ajudar a prolongar a vida útil dos implantes. Isso inclui evitar traumas diretos aos seios, apesar de sabermos que, na maioria das vezes, é possível impedir que um acidente aconteça.
O acompanhamento regular com um cirurgião plástico é fundamental, assim como a realização de exames periódicos para monitorar a saúde das mamas. São aqueles exames que todo mundo faz (ou deveria fazer) para identificar possíveis nódulos nos seios.
A recomendação para o intervalo entre os exames varia conforme o histórico da paciente, mas muitos médicos recomendam uma ressonância magnética três anos após a colocação inicial e, depois disso, uma ressonância a cada dois anos. Isso permite verificar a integridade do implante.
Lidar com uma prótese rompida não precisa ser uma experiência traumática e estressante, desde que você tenha informações e saiba como proceder. É importante lembrar que existem soluções eficazes e seguras. Além disso, com o avanço da tecnologia dos implantes e das técnicas cirúrgicas, os riscos associados às rupturas diminuíram significativamente.
A chave para um bom resultado é a detecção precoce, o planejamento cuidadoso e a escolha de um cirurgião plástico experiente. Manter-se informada e realizar acompanhamentos regulares são passos essenciais para garantir a saúde e a satisfação a longo prazo com as próteses de silicone.
Gostou do artigo? Quer acompanhar outras novidades sobre estética, beleza, cirurgia plástica e saúde feminina? Então, siga nossos perfis no Instagram e Facebook para não perder nossas publicações!
Deixe um comentário